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26 septembre

LEMBRANÇAS




Lembranças



Me peguei dentro de uma tempestade de lembranças,
Lembranças que fizeram de uma simples história
A mas perfeita no mundo do amor.
Lembranças
Que alimentam o coração.
Lembranças
Que preservam a alma.
Lembranças,
Simples lembranças...
Lembranças de um sorriso
De um gesto,
De um olhar.
Lembranças de sensações,
Arrepios no corpo.
Lembranças guardadas nas estrelas
Defendidas pela lua.
São momentos especiais
Momentos inesquecíveis,
São lembranças de uma inocência,
Lembranças de um tempo perdido...
Lembranças das lágrimas
Que faziam o coração enfraquecer.
Lembranças
De uma felicidade
Imaginada pelo coração.
Lembranças de um amor...
De um mundo desconhecido
De sentimentos
Que se transformaram em
LEMBRANÇAS!!!
24 septembre

Beijos




Fecho os olhos e sinto seus lábios
pousando suave e rapidamente sobre os meus.
São beijos roubados,
nos momentos de enlevo,
escondidos de olhos alheios.
Momentos onde a cumplicidade
que sempre nos envolveu,
foge do nosso controle e
leva-nos a correr o risco da descoberta.
Nessa hora, nada importa,
a não ser o olhar fixo, de um carinho imenso.
O roçar dos dedos pelo rosto e o toque dos lábios,
que de tão rápido, por ser roubado,
deixa por dentro um sabor de ' quero mais'.
Deixa nos olhares,
esboços de futuros momentos especiais
e na lembrança a sensação de corações agitados
com o prazer e o temor dos nossos beijos roubados
14 mars

ADEUS

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Adeus

(Silvia Munhoz)

 

Amor,

quando você estiver lendo

esta mensagem,

eu já terei seguido viagem.

Parto com passagem só de ida,

levando comigo

todos os sonhos de uma vida.

Na bagagem,

as esperanças de um dia

seguem numa mala,

hoje, quase vazia.

Nos bolsos,

apenas um lenço

para as vezes

que em você eu penso,

com os olhos marejados.

Sabíamos

que esse momento chegaria

e que o mais correto seria

eu mesma partir.

Assim como cheguei...

do nada...

sem ter para onde ir,

assim...sem nada...

eu vou sair.

Quanto às velhas esperanças,

estou levando nesta mudança

para atirá-las ao sabor do vento,

junto aos meus sentimentos.

Não vou olhar para trás,

posso não ser capaz

de seguir em frente

e, num repente, querer voltar.

Não quero parar na estrada

e de arrependimento chorar

por não ter tentado ficar.

Estou seguindo sem rumo.

Devagar eu me acostumo.

Mas, se o imprevisto surgir

e eu me sentir

demasiadamente só,

suplicarei a Deus 

que piedosamente...

devolva-me ao pó.

28 février

QUANDO A DOR É NOSSA

 
 
 
 
 
 
 
 
 

    

                  

     

QUANDO A DOR É NOSSA 

Quando a dor é nossa...
Não se pode mensurar...
Ela vem... Instala-se...
E alguns ainda passam a perguntar:
O que é isso? Você está enganada!
Não.. porque a dor é de cada um...
E se é sentida, existe...
Por muitos motivos...
Por entendimentos certos ou errados, mas, nossos!
Que nascem dentro de nós...
Por isso a dor é nossa!
Respondemos de forma diferente a cada estímulo de vida...
Alguns aos quais já habituamos, quando modificados dói...
Como comer uma comida com pimenta, com muita pimenta...
quando você não está acostumado com esse tempero...
Arde na alma... Dói em nosso ser...
Magoa o coração...
E grita-se por ajuda... e olham-nos e dizem:
Você está enganada! Não é nada disso...
Mas a dor é nossa!!!
Talvez, por essa razão, só nós a sentimos...
Se o asfalto acaba em uma estrada e vem a de chão...
Com certeza sentiremos a diferença...
Sentiremos os baques...
Porque a estrada mudou...
As lágrimas que caem são vistas como lágrimas vãs...
Lágrimas de fraqueza...
São sinais...
Entregas...
E  nascem de um sentimento profundo...
De lacunas...
De buscas...
E a dor é nossa!!!!!!!!!
Mas essa dor não é perene...
A dor é nossa sim! Mas um dia acaba...
E foi uma dor...
Nossa!

 
24 février

LÁGRIMAS DO TEMPO

 
 
 
 
 
Lágrimas do Tempo

Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E o tempo... o tempo não passa.
Cada segundo é um interminável período de solidão.
Solidão doída, sofrida, sentida no mais profundo de meu peito.

Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E o sentimento... o sentimento de dor não para.
Cada suspiro é um insustentável provimento de dor.
Dor malígna, pérfida, doída no mais interno de meu peito.

Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E o vento... o vento que trás o amor não passa.
Cada brisa é uma esperança renovada.
Esperança querida, desejada, almejada no mais intimo de meu peito.

Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E as minhas lágrimas... as minhas lágrimas não caem.
As lágrimas que eu queria chorar, já chorei.
E chorando descobri que vivo, que respiro, já que não tem outro jeito.

Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E o tempo... é o grande curador que me faz sarar,
Sarar a dor da solidão, que vem em vão.
Já que tenho em meu peito um coração, que só faz te amar...